Início ENTREVISTAS Entrevista: Superintendente Estadual da Funasa no Amazonas (SUEST-AM) fala sobre desafios e conquistas no AM
Entrevista: Superintendente Estadual da Funasa no Amazonas (SUEST-AM) fala sobre desafios e conquistas no AM

Entrevista: Superintendente Estadual da Funasa no Amazonas (SUEST-AM) fala sobre desafios e conquistas no AM

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A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) acumula uma história de conquistas em seus mais de 25 anos de atuação. Referência nas áreas de engenharia de saúde pública e saúde ambiental, a Funasa transformou a realidade de milhares de famílias no país, promovendo a dignidade humana e a melhoria da qualidade de vida.

A importância da Funasa vai muito além da assistência técnica destinada à prevenção e ao controle de doenças. Na prática, ela representa o protagonismo dos municípios brasileiros, resguardando o conceito de saneamento básico como uma ação preventiva de saúde pública. Por meio dos programas e ações da Funasa, os municípios encontram o caminho para combater à pobreza, investindo em obras estruturais, capacitação técnica e planejamento.

A Notícia do AM: Como o senhor avalia o ano de 2016 para a Funasa?

Wenderson Monteiro :Internamente foi um ano dedicado à consolidação da estratégia de construir uma plataforma regional para a avançar na aproximação com os prefeitos do nosso estado. Também foi um ano de muitos desafios, especialmente em razão do ambiente externo turbulento, onde nos deparamos com a crise econômica e a crise política que aumentou ainda mais a volatilidade em cargos do primeiro e segundo escalões do governo federal. No entanto, mesmo diante de tantos desafios, por meio da estratégia adotada, conseguimos avançar de forma decisiva na execução de nossa estratégia de longo prazo, consolidando-nos como uma superintendência, focada na geração de resultados e na aproximação diária dos nossos clientes.

A Notícia do AM: O que o senhor chama de clientes?

Wenderson Monteiro: A Funasa busca promover a saúde pública e a inclusão social por meio de ações de saneamento e saúde ambiental para todos os municípios brasileiros com até 50 mil habitantes. Eu costumo chamar os municípios de clientes, uma vez que precisamos que eles “consumam” os nossos “produto” que são os diversos programas da Funasa nas áreas de Saneamento Rural por exemplo.

A Notícia do AM: Qual a sua graduação?  O senhor já ocupou outro cargo como Gestor Público?

Wenderson Monteiro: Sou graduado em administração de empresas e tenho pós-graduação em gestão pública. Trabalhei como Secretario Adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana, Subsecretário de Estado da Secretaria de Assuntos Estratégicos do Governo do Distrito Federal,  Chefe de Atendimento da Governadoria do Distrito Federal, Coordenador de Discursos e Assuntos Técnicos e Políticos de Governo entre outros.

A Notícia do AM: Quais são as expectativas da Funasa para os próximos anos?

Wenderson Monteiro: A Funasa detém a mais antiga e contínua experiência em ações de saneamento no país e atua com base em indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais e sociais. O que gerou a necessidade de uma reorganização da sua estrutura governamental, com foco em dois principais segmentos que compõe a nossa atual missão institucional nas áreas de engenharia de saúde pública e saúde ambiental. Assim, visando reduzir a complexidade e proporcionar a sinergias entre nossos principais clientes que são os municípios com até 50 mil habitantes, implementamos um projeto de realinhamento organizacional que foi aplicado e todas as superintendências estaduais  para melhorar a gestão e trazer maior eficiência operacional. O projeto foi elaborado pela presidência da Funasa em Brasilia e foi trabalhado durante todo o ano de 2016. Como resultado, a Funasa passou a integrar de forma consolidada todas as ações e programas juntos aos municípios brasileiros. 

A Notícia do AM: Dez anos após a Lei do Saneamento Básico entrar em vigor no Brasil, metade da população do país continua sem acesso a sistemas de esgotamento sanitário. Como está a situação do Amazonas hoje nessa área?

 Wenderson Monteiro: A situação do saneamento básico no Brasil é precária. Segundo os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgados em janeiro deste ano e referentes a 2015, apenas 50,3% dos brasileiros têm acesso à coleta de esgoto, o que significa que mais de 100 milhões de pessoas utilizam medidas alternativas para lidar com os dejetos – seja através de uma fossa, seja jogando o esgoto diretamente em rio, lagos, reservatórios, bacias hidrográficas e aquíferos da forma como sai de nossa casa. 

Em 2007, quando a lei 11.445 foi sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 42% da população era atendida por redes de esgoto. Até 2015, o índice aumentou 8,3 pontos percentuais, o que corresponde a menos de um ponto percentual por ano. Quanto ao abastecimento de água, apesar de a abrangência ser bem superior à de esgoto, a evolução foi ainda mais lenta: passou de 80,9% em 2007 para 83,3% em 2015, um aumento de apenas 2,4 pontos percentuais. Já o índice de esgoto tratado passou de 32,5% para 42,7%.

A região Norte segue com os indicadores mais baixos do país (56,9% para cobertura de água, 8,7% para esgoto e 16,4% para esgoto tratado. 

A Notícia do AM: Como a Funasa no Amazonas trabalha para resolver isso?

Wenderson Monteiro: A situação do saneamento básico em nosso estado é precária, temos diversos agravantes que dificultam ainda mais o avanço da política de saneamento. Porém estamos trabalhando junto aos prefeitos para conscientiza-los da importância da Educação Ambiental para melhorar os indicadores da qualidade de vida dos moradores das áreas rurais do municípios nos próximos anos. “Estamos convencidos que a Educação em Saúde Ambiental é o ponto principal para ajudar os municípios na implementação de medidas estruturais e estruturantes em áreas rurais e comunidades tradicionais, para que sejamos capaz de assegurar a ampliação do acesso, a qualidade e a sustentabilidade das ações e serviços públicos de saneamento básico.”

A Notícia do AM: A Funasa tem um departamentos específicos para atender as demandas dos nossos municípios?

Wenderson Monteiro: Funasa tem o Departamento de Saúde Ambiental (DESAM), que desenvolve Ações de Estratégias em Saúde Ambiental para todos os municípios brasileiros com até 50 mil habitantes, possui também uma Unidade Regional de Controle e Qualidade da Agua (URCQA), que fortalecem a missão da Funasa que é “promover a saúde pública e a inclusão social por meio de ações de saneamento e saúde ambiental”. Temos também o Departamento de Engenharia de Saúde Pública (DESP), Nessa área, a Funasa está implementando o programa Saneamento para Promoção da Saúde, que tem por meta, em quatro anos, beneficiar 60% dos municípios brasileiros com, aproximadamente, 35 milhões de pessoas.

Entre as ações a serem desenvolvidas para a prevenção de doenças e controle de agravos estão a construção e ampliação de sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, além da implantação de melhorias sanitárias domiciliares.

A Notícia do AM: Qual o maior desafio que o senhor está enfrentando no Estado do Amazonas?

Wenderson Monteiro : O maior desafio que coloco como prioridade é a questão da água, busco diariamente soluções que possam melhorar a qualidade da água em nossos municípios. É triste saber que a grande maioria das crianças em nossos municípios crescem bebendo água imprópria ao consumo humano. “Levar água boa a essas comunidades é o que nos move diariamente.” Em 2016, destaco a implantação de Solução Alternativa Coletiva Simplificada de Tratamento de Água para Consumo Humano (SALTA-z) na comunidade do Arara no município do Careiro-AM, esse sistema leva água com qualidade para o consumo humano e  beneficia diretamente crianças do município uma vez que a instalação foi feita em uma escola rural. A ação atendeu uma provocação feita pela gestão municipal que solicitou apoio da Suest/AM, frente aos sérios problemas enfrentados pelas comunidades ribeirinhas no que concerne ao provimento de água potável.

Em 2017, começamos o mapeamento ‘in-loco’ dos lixões e das áreas que precisam de esgotamento sanitário adequado em nosso estado, visitamos nos primeiros 45 dias de 2017, 32 municípios a ideia e confrontar os dados que encontramos com os dados existentes em diversas plataformas de órgãos municipais, estaduais e federal. É importante aproximar os ente federativos para dirimir a triste realidade de muitos municípios que precisam da atenção do estado. “para nós, a gestão pública precisa se aproximar do povo e  garantir o pleno atendimento das demandas apresentadas por eles, só assim o desenvolvimento regional e a melhoria da qualidade de vida será uma realidade a todos”.

A Notícia do AM: É verdade que o senhor está saindo da Funasa para ocupar outro cargo no primeiro escalão do governo?

Wenderson Monteiro: Eu recebi um convite ano passado, porém declinei do pedido.

A Notícia do AM: O cargo era de “Diretor Administrativo de uma Agencia reguladora”?

Wenderson Monteiro: Recebi um convite, mas não era para esse cargo. Vamos focar na Funasa, “Risos”.

A Notícia do AM: Quais são os objetivos da sua gestão a frente da Funasa Amazonas para os próximos anos?

Wenderson Monteiro: Estamos seguros de que devemos continuar seguindo na aproximação diária como os municípios do Amazonas, promovendo ações que construam pontes e não muros, capazes de promover um maior comprometimento do poder publico tornando a universalização do saneamento básico uma realidade para o nosso povo.

Conheça os programas da Funasa para os municípios de até 50 mil habitantes. acesse: www.funasa.gov.br

 

 

 

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