Atendimento na Fundação FCecon é debatido na Assembleia Legislativa

Atendimento na Fundação FCecon é debatido na Assembleia Legislativa

o deputado estadual Luiz Castro (REDE) realizou reunião técnica sobre o ordenamento do atendimento da Fundação Centro de Controle de Oncologia (FCecon) no MiniPlenário Natanael Bento Rodrigues.

Para o deputado, propositor da reunião, o FCecon precisa de investimentos constantes, por conta da atuação na área oncológica. “Com a nossa população crescendo a cada dia precisamos de investimentos contínuos em tecnologia, tratamentos, medicamentos e etc. Precisamos também de um trabalho integrado com outras unidades de saúde para desafogar o atendimento em casos de atendimentos não tão graves e que podem ser feitos em outras unidades, dando espaço para atender melhor mais rápido os pacientes com câncer, principalmente de colo de útero”, afirmou.

Segundo o deputado, o Governo Federal precisa olhar para o Amazonas como uma referência no atendimento destes pacientes. “O Governo Federal poderia investir mais na saúde do Amazonas se tivesse o FCecon como referência no atendimento não só do estado do Amazonas, como de estados vizinhos e países fronteiriços”, apontou.

A representante da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Rauriene Fernandes, atua na secretaria como Coordenadora das Fundações Hospitalares e destacou os investimentos feitos pelo Governo do Estado no último ano. “Estamos investindo em equipamentos e aparelhos, mamógrafos e buscando uma reestruturação e humanização para melhorar o atendimento. Apesar do aumento da demanda e do custo dos aparelhos e equipamentos, buscamos atender da melhor forma possível todos aqueles que procuram atendimento”, afirmou, acrescentando que houve uma melhora significativa desde 2015 até o presente momento.

Marco Ricci, diretor da FCecon, afirma que o atendimento da Fundação deveria ser mais direcionado. “Hoje estamos absorvendo atendimentos que poderiam ser feitos em unidades de baixa e média complexidade, deixando a estrutura livre para aqueles que realmente precisam de uma atenção de alta complexidade, que é de fato o foco da FCecon, então o investimento deve ser feito na saúde como um todo”, sugeriu. De acordo com ele, em 2016 foram quase 1 milhão de atendimentos. São quase 500 novos casos por mês e cerca de 30% dos atendidos vem de estados vizinhos e países fronteiriços.

Os demais participantes reconheceram a dificuldade da Fundação em atender pacientes que poderiam ser atendidos em outras unidades, assim como foi de consenso geral que o atendimento é atrasado e dificultado por conta da absorção de pacientes de média e baixa complexidade. O investimento em municípios pólo para o diagnóstico em tempo hábil também foi outra sugestão recorrente para tratar o câncer antes do estágio avançado.

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