Câmara de Maués cria CPI para investigar desvio de dinheiro na educação Mais de 20 milhões de reais do Fundeb foram enviados para o município, em 2013, na gestão do ex-prefeito Carlos Góes

Câmara de Maués cria CPI para investigar desvio de dinheiro na educação Mais de 20 milhões de reais do Fundeb foram enviados para o município, em 2013, na gestão do ex-prefeito Carlos Góes

A Câmara Municipal de Maués criou, nesta terça-feira, 28, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades no uso de recursos que deveriam ser destinados à educação no município, durante a gestão do ex-prefeito Carlos Góes (PT). Em 2013, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) enviou mais de 20 milhões de reais para Maués, no entanto, 5 milhões desse repasse sumiram dos cofres públicos em menos de 72 horas e os outros 15 milhões, que poderiam ser usados, por exemplo, para reformar escolas, foram gastos de forma indevida, segundo o relator da CPI, o vereador Luizinho Canindé (PMN).
“A educação perdeu um investimento de mais de 20 milhões de reais durante a gestão do ex-prefeito Carlos Goes. Desse dinheiro, 5 milhões não sabemos para onde foram e os outros 15 milhões podem ter sido usados para pagamentos de despesas de pessoas físicas e jurídicas. Isso é um absurdo! As escolas do nosso município precisando de reforma urgente há anos, mas mesmo com todo esse dinheiro, o antigo prefeito não comprou sequer uma lata de tinta para mandar pintar as escolas do interior ou comprar material escolar para a nossas crianças.”, lamentou o vereador.
A comissão denominada CPI dos Precatórios é formada por cinco vereadores, sendo eles Luizinho Canindé (PMN), Rodrigo Bentes (PHS), Carla Leite (PROSA), Ronildo Santos (PSB) e Erasmo Alexandre (DEM). Após a criação da CPI, os parlamentares já fizeram, no mesmo dia, a primeira reunião ordinária para definir o rito de trabalhos e o cronograma de ações.
Segundo o presidente da Comissão, Rodrigo Bentes (PHS), todos os órgãos como o Ministério Público e a Polícia Federal vão ser acionados para que tomem conhecimento em relação ao procedimento na CMM. “Durante 90 dias, essa comissão irá apurar o possível desvio de mais de 20 milhões de reais que prejudicou o município de Maués. Vamos ouvir todos os envolvidos nesse caso, principalmente o ex-prefeito, para que saber o que de fato aconteceu com esse dinheiro.”, disse.
O prazo de funcionamento da CPI é de 90 dias, podendo ser prorrogado por mais 60 dias com aquiescência do Douto Plenário. Os indiciados e testemunhas no caso serão intimados e ouvidos de acordo com as prescrições estabelecidas na Legislação Penal.

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