Câmara pode ter uma CPI contra o prefeito e empresários dos transportes

Câmara pode ter uma CPI contra o prefeito e empresários dos transportes

Os trabalhadores Rodoviários de Manaus podem ver uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), sendo montada contra os empresários e o poder público municipal assim que o recesso parlamentar tiver fim na Câmara Municipal de Manaus (CMM), no próximo dia 05 de fevereiro.

A proposição é dos vereadores Jaildo dos Rodoviários (PCdoB) e Cícero Custódio (Sassá da Construção Civil – PT), diante dos descasos ocorridos no Sistema de Transportes Urbano de Manaus, provocado pelo abandono imposto pelo prefeito Arthur Neto e os empresários do setor, que culminaram em greves, paralisações pontuais e centenas de milhares de usuários sendo prejudicados desde março de 2017.

Para o vereador Jaildo dos Rodoviários, eles estão esperando a CMM voltar as atividades para chamar os vereadores da Casa a abraçarem a causa. Jaildo lembrou que o aumento de tarifa dado pelo prefeito no início de 2017, de R$ 3,30 para R$ 3,80, tinha como garantia o reajuste salarial dos Rodoviários, mas os empresários não cumpriram o acordo.

Por sua vez o prefeito Arthur Neto fez “ouvido de mercador”. Ou seja, não cobrou dos empresários mas, em contrapartida mandou reprimir o movimento grevista chamado pelo Sindicato da categoria, ameaçou de prisão e demissão os trabalhadores que lutaram nesse período por reajuste dos seus salários e por direitos garantidos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

A promessa do prefeito, segundo Jaildo, é de que seria dado aumento da tarifa para R$ 3,80, mas que seria repassado o aumento ao trabalhador relativo a reajuste de 2016 e 2017, mas só reajustou 2016. Os empresários garantem que o prefeito daria mais um aumento para garantir o reajuste dos salários de 2017 e 2018. O prefeito nega. “O prefeito tem que se posicionar, não sabemos quem está falando a verdade”, lamenta Jaildo.

CPI

Por sua vez, o vereador Sassá disse “ou resolve ou abriremos uma CPI dos Transportes aqui na Câmara”. Eles vão precisar de 14 assinaturas para abrir o processo de CPI dos Transportes. Se ele já conversou com seus pares sobre o tema, Sassá justificou que o sistema está sucateado, que o transporte público na cidade de Manaus é deficiente, que os trabalhadores são ‘tratados como bandidos’ e, o prefeito não toma nenhuma medida para resolver a questão.

“Estamos dando a oportunidade de os vereadores optarem por servir a coletividade ou servir os empresários e, ou o prefeito Arthur Neto. Nós (vereadores Sassá e Jaildo), estamos optando por atender as necessidade de locomoção dos usuários e dos trabalhadores do sistema”, garantiu.

Sassá acredita que é chegada a hora de se criar uma Lei, que também possa coibir os abusos dos empresários, que não cumprem acordos e nem investem no sistema conforme manda a Lei. “Vamos buscar apoio da sociedade, buscar os vereadores que defendem o povo, para abraçar essa causa, que é a cauda da coletividade”, defende Sassá.

Por enquanto, a CPI conta com duas assinaturas, a dele e do vereador Jaildo dos Rodoviários. Precisam de mais 12 para que a CPI dos Transportes seja instalada.

Fonte: Assessoria de Comunicação

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