Criança e adolescente não é pauta prioritária porque não votam, afirmou Luiz Castro

Criança e adolescente não é pauta prioritária porque não votam, afirmou Luiz Castro
Os 26 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foram comemorados com uma sessão especial hoje (11), na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam). Apesar de ser considerado um dos mais completos conjuntos de Lei em todo o mundo, o ECA é desrespeitado em todo o Brasil e no Amazonas não é diferente.
Para que qualquer Lei se efetive de fato, a sociedade precisa participar ativamente. “Criança e adolescente não é pauta prioritária porque eles não votam. A população precisa cobrar mais de seus representantes. Só assim poderemos ter uma melhora na crítica situação atual”, afirmou o deputado estadual Luiz Castro (Rede).
Presidente da Frente Parlamentar de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes (Frenpac), o parlamentar assinalou ainda que o momento atual é de reflexão: o aumento da criminalidade está diretamente ligado ao uso e tráfico de drogas, à falta de saúde e principalmente a uma forte política de educação.
Educação em tempo integral
Houve redução da criminalidade e da evasão escolar aonde foi implementada a educação de tempo integral. De acordo com Luiz Castro, enquanto separarmos a criança e o adolescente da segurança pública, da educação, entre outros, haverá perda tempo: para que eles não fiquem ociosos, é preciso reunir os diversos segmentos sociais.
“Uma criança ou um adolescente que mora no Novo Israel, por exemplo, fica sozinha em casa quando volta da escola, porque a mãe trabalha. É este o momento em que se fica vulnerável ao assédio de traficantes. Se não há orçamento para escolas de tempo integral, vamos aproveitar os espaços ociosos e tirar os pequenos e os jovens  das ruas, oferecendo esporte e lazer em seus momentos longe da instituição de ensino”, salientou o presidente da Frenpac.
A sessão especial pelos 26 anos do ECA contou também com as presenças da titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e Adolescente (Depcra), Juliana Tuma; a secretária de Justiça, Diretos Humanos e Cidadania (Sejusc), Graça Prola; e de Renato Souto, membro do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH). O evento teve como autor o deputado Carlos Alberto (PRB).

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