Debaixo de chuva e com muito samba, Rio se despede dos Jogos Olímpicos

Debaixo de chuva e com muito samba, Rio se despede dos Jogos Olímpicos

Em uma festa que reforçou o que tem de melhor e também extrapolou as fronteiras fluminenses para falar da arte e cultura nacional, o Rio de Janeiro despediu-se dos Jogos Olímpicos na noite deste domingo (21), em cerimônia realizada no estádio Maracanã. Em espetáculo pensado para ressaltar a inventividade do brasileiro e sua capacidade de criar com as próprias mãos, o tom foi de celebração e congraçamento.

Em comparação à cerimônia de abertura, o encerramento teve orçamento e tempo reduzido, o que tradicionalmente acontece em Jogos Olímpicos. Além de receber um aporte financeiro menor, com cifras finais não reveladas pelos organizadores, a apresentação final também é mais curta: enquanto a abertura se estendeu por quatro horas, o encerramento teve duração de 2h30.

A grande quantidade de lugares vazios, especialmente os mais próximos do gramado, chamou a atenção: o Maracanã ficou bem mais vazio do que na final do futebol masculino, disputada no dia anterior no mesmo estádio. Além disso, outros empecilhos testaram os criadores do espetáculo: o ensaio geral das coreografias só pode ser realizado horas antes do início da cerimônia. O tempo também não colaborou, com chuva, frio e ventos fortes durante quase toda a cerimônia.

Diante das limitações impostas pelo local da cerimônia, como o pouco espaço disponível, os lugares no nível do campo e as portas com menos de dois metros de altura, recursos artísticos que funcionaram na abertura, como projeções e coreografias, foram novamente utilizados.

Figura que dividiu brasileiros e norte-americanos durante a cerimônia de abertura,Santos Dumont voltou a ser evocado no encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Fotos históricas do inventor foram mostradas no telão do Maracanã, e o personagem histórico, interpretado pelo ator Tuca Andrade, conferiu que era hora da festa começar em um relógio de pulso, uma de suas invenções. Projeções de engrenagens foram exibidas no chão do estádio, encerrando o breve ato inicial da festa.

Alguns dos cartões-postais do Rio de Janeiro, como os Arcos da Lapa, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, tiveram suas formas moldadas pelos dançarinos. No total, três mil pessoas integram o elenco, sendo 300 dançarinos profissionais e 2.700 voluntários. O norte-americano Bryn Walters, um dos maiores especialistas em coreografias de massa e montagem e responsável pelas aberturas de Atenas 2004 e Londres 2012, assinou a coreografia do show.

O hino nacional brasileiro foi executado no batuque da percussão e entoado por um coro de crianças, representando cada uma das estrelas da bandeira do país, projetada no chão do estádio. Em seguida, teve início a parada dos atletas, em um clima bem mais informal e descontraído do que se viu no dia 5 de agosto: os competidores entraram em uma fila única, ao longo de um corredor formado pelos porta-bandeiras, em uma grande confraternização ditada por música eletrônica, repente e frevo.

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