Filha de Cícero Lopes acusa Luiz Magno Praiano de participação no assassinato do pai dela e pede a prisão do atual prefeito

Filha de Cícero Lopes acusa Luiz Magno Praiano de participação no assassinato do pai dela e pede a prisão do atual prefeito

Cleidiane Almeida da Silva, filha do prefeito Cícero Lopes, assassinado no município de Maraã (a 632 quilômetros de Manaus), ingressou com um pedido de prisão preventiva do atual prefeito Luiz Magno Praiano, a quem ela acusa de ter participação na morte do pai dela. Na ocasião, Luiz Magno era vice-prefeito.

O pedido foi feito no dia 25 de março, em Manaus. Mas o juiz Frank Augusto do Nascimento decidiu encaminhar o caso à Comarca de Maraã, onde, por sua vez, a juíza Priscila Pereira determinou o encaminhamento dos autos ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), em Manaus, porque o prefeito tem prerrogativa de foro  e só pode ser julgado pelo pleno do tribunal.

Nos autos do processo, a filha do prefeito assassinado baseia o pedido em um depoimento concedido pelo pescador Hermes Carvalho Pinho ao delegado da Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência (Seai) Mário Paulo Telles, em Manaus.

Segundo depoimento que consta dos autos, Pinho disse ter encontrado Adimilton Gomes de Souza, 32, vulgo ‘Zé da Ponta’, apontado pela polícia como autor do disparo que matou o prefeito, em 28 de fevereiro. O encontro teria acontecido em 15 de março, na beira do Paraná do Jaraqui, zona rural de Maraã, ocasião em que Adimilton teria dito ao pescador que o atual prefeito de Maraã estaria envolvido na trama que culminou no assassinato do prefeito.

O pedido de prisão está sob relatoria do desembargador João Mauro Bessa, sob o número 0001619-21.2016.8.04.0000, no segundo grau do TJAM.

Nos autos do próprio processo, o advogado de defesa do prefeito Luiz Magno contesta o pedido de prisão e o depoimento do pescador.

Por meio de seu advogado, Fabrício Arteiro da Paiva, o prefeito narra ter registrado um Boletim de Ocorrência contra o pescador por calúnia e falso testemunho.

“Mesmo além de verificar todo o conteúdo falso contido naquele termo, (o prefeito) achou estranho o fato do senhor Hermes ter se dirigido à capital para prestar tais esclarecimentos, pois o inquérito 12/2016, que investiga o assassinato do prefeito Cícero Lopes, corre em segredo de Justiça, no município de Maraã, e ainda não foi encerrado, e também estranho o fato de o senhor Hermes ser um homem ribeirinho com poucos recursos econômicos para realizar esse deslocamento até a capital”, cita o advogado, em manifestação apresentada no processo.

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