Luiz Castro denuncia impactos ambientais no Rio Madeira

Luiz Castro denuncia impactos ambientais no Rio Madeira

O Deputado Luiz Castro (REDE), presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Caama) da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), chamou atenção dos parlamentares na manhã desta quarta-feira (19), para os impactos ambientais provocados pela construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau aos municípios da Calha do Rio Madeira, na fronteira com o estado de Rondônia.

“Desde o mandato passado este parlamentar tem cobrado do Governo Federal e do Governo do Estado uma posição sobre os impactos ambientais no território amazonense decorrente das duas usinas. Mas não fui ouvido. O dirigente do Ibama local não tinha alçada de decisão, e o Ibama nacional, bem como o Ministério do Meio Ambiente, ainda no governo Dilma, e também no governo Temer, não incluíram o Amazonas no estudo de impacto ambiental”, afirmou Luiz Castro.

De acordo com o parlamentar o trabalho de garimpeiros clandestinos está contaminando o Rio Madeira com mercúrio, além da dragagem que está revirando o fundo do rio e espalhando ainda mais a contaminação entre as espécies de peixes da região. “Essas construções causam impactos graves nos municípios do Amazonas do Vale do Madeira. Há o garimpo ilegal, com balsas e dragas jogando mercúrio no rio e contaminando a população”, disse.

Luiz Castro falou ainda que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) negou o pedido feito pela Caama para apurar as denuncias de contaminação e impactos ambientais nos municípios de Manicoré, Humaitá, Novo Aripuanã e Borba.

“A PGE nos deu uma resposta totalmente omissa e sem nenhuma intenção de resolver o problema, querendo que a Assembleia, que a Comissão de Meio Ambiente, promova um laudo pericial e técnico dos impactos das duas usinas no território amazonense. O governo do estado precisa se impor diante desse fato de que todas as populações do Rio Madeira foram prejudicadas”, afirmou Luiz Castro.

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