No ‘caos ofensivo’ da seleção, defesa de 1,80m vira muralha e segue imbatível

No ‘caos ofensivo’ da seleção, defesa de 1,80m vira muralha e segue imbatível

Soa até irônico. Em um país cuja cultura ofensiva está enraizada em seu futebol, virou motivo de preocupação a iniciativa do técnico Rogério Micale em ensaiar a sua equipe com uma linha formada por Neymar, Gabriel Jesus, Gabigol e Luan na frente. Ponderaram que o resultado disso poderia ser o fracasso completo nos Jogos Olímpicos.

Em 360 minutos, tudo mudou.

Ficaram para trás a controvérsia envolvendo a braçadeira de capitão, a perseguição a nomes como Renato Augusto e o rompimento com torcedores.

Com a vaga assegurada na semifinal após a vitória de 2 a 0 sobre a Colômbia, no último sábado, um detalhe chama a atenção: a zaga do Brasil é a única sem nenhum gol sofrido na competição.

Os gigantes Rodrigo Caio, 1,82m, e Marquinhos, 1,85m, seguem intransponíveis.

O desafio para eles em campo é dobrado: sem a bola, atuam em linha alta para pressionar o adversário em caso de eventual contra-ataque e recuperá-la o mais rápido possível; com ela, precisam sair jogando e recorrer somente em última alternativa ao ‘chutão’.

E, ainda assim, por mais que os prognósticos sugerissem o contrário, deram conta do recado até aqui.

“O comportamento defensivo se inicia com o setor ofensivo da equipe. A gente tem dois grandes zagueiros, dois grandes laterais e meio-campistas atuando de forma magnífica, mas esse setor ofensivo tem contribuído de forma decisiva nessa organização. É jogar junto, é o espírito coletivo, é jogar compactado, agrupado”, afirmou Micale.

“O contexto do goleiro iniciar o jogo e o ataque iniciar o momento de recuperar a posse de bola é fundamental para ter uma equipe com esse nível de competitividade”, completou.

Rodrigo Caio, em especial, se sobressaiu contra os colombianos.

De acordo com o Opta, especializado em estatísticas, ele venceu 88,9% das disputas em campo. O desempenho por cima, então, foi assombroso: 100%. Foram sete cortes, o mesmo número de seus outros companheiros somados.

O Brasil decide agora um lugar na final contra Honduras na próxima quarta-feira, às 13h (de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro.

Fonte: ESPN

 

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