No periodo em que órgãos diminuem o atendimento ao público. INCRA-AM realiza mais de 20 atendimentos diários

No periodo em que órgãos diminuem o atendimento ao público. INCRA-AM realiza mais de 20 atendimentos diários

Legalizações, vistorias técnicas, demarcações, orientações legais. Essas e outras necessidades dos produtores rurais dos chamados PA´s (Projetos de Assentamentos) do INCRA-AM, tem garantido a movimentação na sede do órgão em Manaus, janeiro, o mes em que muitos órgãos diminuem o atendimento ao público por conta das férias. Pelo menos 20 atendimentos diários são feitos pelo superintendente do órgão no Amazonas Sandro Maia, que diariamente tem concluído as reuniões por volta das 15h. “O alto número de atendimentos é da demanda reprimida de anos anteriores, que por um motivo ou outro acumulou”, explica Sandro Maia.

O agricultor Pedro Simão, do assentamento São Sebastião, localizado no Tarumã-Mirim (na zona rural de Manaus), é presidente da associação de produtores daquela comunidade. Veio como representante da localidade, reivindicar a conclusão dos trabalhos de beneficiamento das vicinais. “O São Sebastião é o primeiro assentamento da área, mas há 20 anos o INCRA só enxerga o Ramal do Pau Rosa. Somos os desbravadores e os que menos receberam atenção nos últimos anos. Fizeram diversas estradas e nos deixaram isolados. Não temos como escoar o que produzimos”, reivindica.

Acompanhada pelo neto, Maria das Graças Pinto vem mais uma vez em busca da documentação do imóvel que mora há 23 anos e que vem sendo prometida há mais de 15 anos. Sem a legalização e documentação, ela e outros agricultores na mesma situação, não podem ampliar a produção, no caso dela de vegetais. “Moro, trabalho e cuido da terra. Já perdemos a conta de quantas vezes nos prometeram resolver essa questão. Isso gera muita insegurança e nos impede de crescer e evoluir”, reclama. “Agora pelo menos somos atendidos no mesmo dia”, elogiou dona Maria.

Roseneida Oliveira e Maria Cinelândia são da cooperativa Novo Horizonte, no Ramal do Pau Rosa. Foram beneficiadas há muitos anos por uma redivisão de lotes, mas a divisão não foi oficializada. Elas esperam conseguir esse serviço, obrigação do INCRA, para poderem solicitar financiamento para aumentar a produção. “Se finalizarem o trabalho que foi iniciado há 20 anos, a vida de todos os assentados do Novo Horizonte vai melhorar para melhor, pois estaremos amparados pela Lei”, justifica Roseneida.

O Incra tem diversas finalidades, além de alocar, deve dar posse e legitimar os que forem assentados. Próximos de completar seis meses de administração Sandro Maia implementa um novo ritmo de atendimento, em busca da melhor estruturação dos projetos criados pela autarquia federal.  “Já disse outras vezes e repito. Se os assentados moram, trabalham, protegem a terra e a floresta e ainda ajudam na alimentação de todos nós da cidade, merecem mais respeito e dignidade.  É nesse ritmo que estamos, que vamos seguir com o trabalho. Precisamos atender e ajudar todas essas famílias e também o desenvolvimento do nosso Estado”, explica. “Quem aqui chegar, se tiver atendimento, vai ser atendido”, finaliza Sandro Maia.

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