Onde foram parar 25 mil crianças manauaras?

Onde foram parar 25 mil crianças manauaras?

Dia desses noticiei aqui que na atual administração da Prefeitura de Manaus a rede pública municipal de ensino encolheu muito, segundo informações da própria Semed, em 2014 a rede matriculou 25 mil alunos a menos que em 2009.

Restava pergunta: onde estão essas 25 mil crianças?

Infelizmente, segundo matéria publicada no jornal Valor Econômico com base nos dados do “Todos Pela Educação” e repercutida no Blog do Neuton Correa, enquanto a maioria dos Estados e municípios brasileiros tiveram significativo avanço no acesso a educação, em especial, na pré-escola (responsabilidade das prefeituras), “o Amazonas é posto ao “constrangimento” como exceção, citado como a situação mais precária em termos de crescimento entre 2005 a 2014 no acesso de crianças e jovens (4 a 17 anos) à educação básica, dividindo essa condição precária com Acre e Alagoas”.

Ou seja, as crianças que não foram matriculadas pela Prefeitura, não deixaram de existir! Elas estão nas ruas a mercê da violência, do tráfico e da prostituição. As mães dessas crianças não saem mais tranquilas para trabalhar, porque seus filhos não estão mais protegidos pelos muros de uma escola.

A últimas campanhas foram movidas por demagogias, por promessas jogadas ao vento por homens sem nenhuma compromisso com o que dizem, sem respeito nem mesmo com as suas próprias histórias.

O futuro exige austeridade, responsabilidade com os compromissos que se firmam com as pessoas e com a cidade. Se é verdade que não dá pra fazer tudo, é verdade também que dá pra fazer muito mais do que tem sido feito.

Estabelecendo a educação como prioridade maior da administração municipal, dá pra construir novas escolas, dá pra executar os recursos do governo federal disponíveis e colocar em funcionamento as 50 creches, dá pra melhorar o salário dos professores, dá pra garantir merenda escolar boa e regular e fardamento para todas as crianças. Dá pra firmar o compromisso de que NENHUMA criança ficará fora da escola! É só uma questão de prioridade.

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