Paralisação de ônibus em Manaus deixa cerca de 200 mil passageiros sem transporte público

Paralisação de ônibus em Manaus deixa cerca de 200 mil passageiros sem transporte público

Aproximadamente 200 mil passageiros do transporte urbana de Manaus foram afetados com a paralisação de ônibus ocorrida na tarde desta quarta-feira (21), na Avenida Constantino Nery, no Centro de Manaus. A suspensão do serviço ocorreu em protesto por conta de atraso no pagamento de parte do salário.

A estimativa foi divulgada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) logo após a manifestação de rodoviários, que durou cerca de duas horas.



Segundo o Sindicato, 394 ônibus ficaram fora de circulação entre 15h30 e 17h20. O Sinetram disse ainda que nem o Sindicato ou as empresas de transporte foram notificados sobre a paralisação desta tarde.

Ônibus de 93 linhas que passam pelo Centro ficaram parados durante o movimento grevista. O assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, disse que deve acionar a Justiça.

“Não sabemos o motivo da paralisação. Vamos informar a Justiça do Trabalho sobre a paralisação irregular, para que as medidas cabíveis sejam aplicadas, já que houve descumprimento da lei de greves”, disse.

O Superintendência Municipal de Transporte Urbano (SMTU) ainda não se posicionou sobre o ocorrido.

Atraso em pagamento

Servidores do transporte público de Manaus recebem um adiantamento do salário no dia 20 e o restante no dia 5. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Josenildo Silva, o dinheiro que deveria ter sido pago na terça-feira (20) não foi repassado aos trabalhadores.

“Todos os meses é essa sacanagem com a categoria. Chega dia 5 é um vexame, chega dia 20 é outro vexame. A população paga em dinheiro, não é fiado. É todo dia a população indo e voltando para as suas casas e os trabalhadores que pagam o transporte coletivo”, disse.

Silva contou que as empresas ofereceram parcelar o adiantamento em duas vezes, sendo uma parcela paga nesta sexta-feira (23) e a outra na terça (27). Entretanto, os servidores recusaram a proposta, o que motivou a manifestação desta tarde.

“A gente espera que as empresas do transporte cumpram com suas obrigações com os trabalhadores, que paguem esse adiantamento amanhã, porque a categoria está disposta à cruzar os braços até que se pague o adiantamento dos trabalhadores”, completou.

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