Pesquisa mostra situação dos candidatos à Prefeitura de Manaus

Pesquisa mostra situação dos candidatos à Prefeitura de Manaus
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Se a eleição para prefeito de Manaus fosse hoje, o candidato à reeleição Arthur Virgílio Neto (PSDB) sairia na frente no primeiro turno, com 27,3% das intenções de voto (32,2% dos votos válidos), contra 12,6% (15% dos votos válidos) do segundo colocado, o deputado federal Marcos Rotta (PMDB), de acordo com o levantamento do INSTITUTO DIÁRIO DE PESQUISA, realizado nos dias 19 e 20 de julho, com margem de erro de 3,5% para mais ou para menos. A pesquisa entrevistou 800 eleitores em todas as 13 zonas eleitorais da capital.

Os números da pesquisa estimulada – quando os entrevistadores apresentam os nomes dos candidatos – mostram que haveria segundo turno e o prefeito Arthur Neto estaria na disputa, em qualquer cenário.

Foram incluídos na pesquisa os nomes do vice-governador Henrique Oliveira (SDD), dos deputados federais Hissa Abrahão (PPS) e Silas Câmara (PRB), dos deputados estaduais José Ricardo (PT) e Serafim Corrêa (PSB), dos ex-deputados estaduais Chico Preto (PMN), Eron Bezerra (PCdoB) e Marcelo Ramos (PR), além de Júnior Brasil (Rede), Luiz Navarro (PCB) e Professor Queiroz (PSOL).

A pesquisa apresentou seis cenários para o segundo turno. Em um eventual segundo turno entre Arthur Neto e Marcos Rotta, o prefeito teria 39,0% dos votos e o deputado federal, 39,0%, em empate técnico. Na disputa entre Arthur Neto e Marcelo Ramos em um eventual segundo turno, o prefeito aparece com 42,5% contra 30,4% do ex-deputado estadual. Ainda em cenários para o segundo turno, Arthur teria 43,6% e Hissa Abrahão, 28,5%; contra Henrique Oliveira, o prefeito teria 44% e o vice-governador, 25,8%.

Algumas tabelas e gráficos da pesquisa apresentam resultado aproximado de 100%, devido ao arredondamento do programa de computador.

O coordenador da pesquisa, professor doutor Edmilson de Araujo Silva, matemático e consultor estatístico, afirmou que os números representam o cenário do momento antes da maioria das convenções partidárias. “A pesquisa retrata o início do pleito. Eu acredito que, após as convenções, os eleitores terão mais conhecimento de quem, realmente, são os candidatos”, afirmou.

Para a pesquisa, a população foi definida de acordo com o conjunto de eleitores com registro eleitoral na capital e aptos a votar no pleito de outubro deste ano. O modo de seleção foi de amostragem aleatória estratificada para proporções e o levantamento foi domiciliar, sendo entrevistado um eleitor por cada residência visitada. Por sua vez, os domicílios foram escolhidos por sorteio. Foram entrevistados 402 mulheres (50,3%) e 398 homens (49,8%). Entre os entrevistados, 27,6% dos eleitores eram da zona norte de Manaus, 23,5% da zona leste, 16,8% da zona sul, 14,1% da zona oeste, 9,6% da zona centro-oeste e 8,4% da zona centro-sul da capital.

Em relação à idade dos entrevistados, o maior percentual, 22,1%, possuem idade entre 32 e 39 anos. O segundo maior percentual de eleitores, por idade, 18,6%, está na faixa etária entre 40 a 47 anos. Os eleitores ouvidos pela pesquisa com idades entre  24 e 31 anos somam 17,8%, enquanto os com idade inferior a 24 anos representam 16,3% dos entrevistados.

A maioria dos eleitores, 75%, entrevistados para a pesquisa, possuem faixa salarial de até dois salários-míninos, o equivalente a R$ 1.760. Dos 800 entrevistados, 600 são desta faixa salarial. Entre os entrevistados, 19,5% estão na faixa salarial entre dois e quatro salários-mínimos, mais de R$ 1.760 a R$ 3.520. Foram 156 eleitores entrevistados nesta faixa de renda. Em seguida, com índice de 4,3%, aparecem os eleitores com faixa salarial com mais de quatro até dez salários-mínimos, com 34 entrevistados, além de 0,9% de entrevistados na faixa salarial com mais dez até 20 salários-mínimos e, por último, os entrevistados que recebem mais de 20 salários-mínimos, que correspodem a 0,4% das pessoas ouvidas na pesquisa.

Em relação à escolaridade, 47,1% dos entrevistados declararam que possuem o Ensino Médio completo e 13,9% afirmaram ter o Ensino Fundamental incompleto. Entre os entrevistados, 12,4% disseram ter o Ensino Médio incompleto e 7,9% possuem Ensino Superior completo. Não concluíram o Ensino Superior, 9,6% dos entrevistados, 7,8% concluíram o Ensino Fundamental, 0,9% sabem ler e escrever e 0,5% declararam ser analfabetos.

Perfil

Em Manaus, o número de eleitores com Nível Superior completo saltou de 2,9%, em maio de 2012, para 13,5%, em maio deste ano, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número de votantes com Ensino Médio completo é de 470 mil, o que representa 37% dos eleitores. Houve redução no número de eleitores analfabetos, nos últimos quatro anos. Antes, a capital concentrava 20 mil eleitores que não sabiam ler e escrever, número que reduziu para 10 mil.

Pesquisa mostra um momento e o cenário pode mudar na campanha

O cenário da eleição para prefeito de Manaus vai mudar, até o dia 15 de agosto, às 19h, quando encerra o prazo para  apresentação do  requerimento de registro de candidatura a prefeito, vice-prefeito ou vereador ao juiz eleitoral, de acordo com a Reforma Eleitoral de 2015 (Lei nº 13.165), que modificou o período de registro de candidaturas para as eleições deste ano, ao alterar o artigo 93 do Código Eleitoral.

Candidatos já anunciados na cabeça de chapas podem desistir ou até mesmo se candidatar a vice, na formação das coligações partidárias. O que a pesquisa do INSTITUTO DIÁRIO mostra é um retrato de hoje. Por exemplo: há a possibilidade da coligação do PT, de José Ricardo, com o PCdoB, de Eron Bezerra, que modificaria bastante o cenário dos números.

Esta é a pesquisa inicial, realizada antes mesmo de todos os partidos realizarem suas convenções e até mesmo decidirem, de forma definitiva, em que coligações estarão. As próprias coligações – dependendo de qual político ou qual partido – podem acrescentar ou retirar votos de candidatos, dependendo do que o eleitor considerar.

Também vão fazer diferença nos resultados da próxima pesquisa as estratégias de campanha de cada candidato, suas campanhas nas redes sociais e  atuação na TV, além de seus programas de governo, que poderão ser apresentados no clima de ‘pedido direto de voto’, que era proibido fora do período eleitoral.

A pesquisa é um termômetro e, neste momento,  não importa muito para os estrategistas,  quem está na frente ou atrás. Serve como informação do potencial de cada uma das candidaturas. E, também,  para mostrar um horizonte de possibilidades que o eleitor terá para escolher quem vai cuidar da cidade entre 2017 e 2020.

A pesquisa, neste momento, também não pretende acertar o resultado da eleição, mas retratar o presente. E muito menos dizer ao eleitor em quem ele deve votar.  Mostra que há a possibilidade da disputa democrática.

Não há obrigatoriedade das pesquisas de intenção de votos repercutirem, fielmente, a realidade das urnas. As pesquisas refletem o posicionamento do eleitorado em uma ocasião específica da campanha, que pode sofrer alterações com o desenrolar dos acontecimentos. Não se trata, portanto, de um prognóstico, mas de um levantamento que mede a intenção do eleitorado naquele momento da corrida eleitoral.

Ainda há um número grande de eleitores indecisos e até mesmo eleitores que podem mudar de opinião ao longo das campanhas. Os resultados das pesquisas se aproximam da vontade do eleitor quanto mais próximo da eleição.

Fonte: D24am

 

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