Segunda fase do projeto Sinaleiras oferece reforço escolar para crianças e adolescentes

Segunda fase do projeto Sinaleiras oferece reforço escolar para crianças e adolescentes
A segunda fase do Projeto Sinaleiras, criado pelo Governo do Amazonas com foco na erradicação do trabalho infantil nas sinaleiras da cidade de Manaus, completou 20 dias de sua segunda fase. Atualmente, o projeto beneficia 138 crianças e adolescentes e 24 pais e mães deste público que recebem orientação para o trabalho e para a geração de renda.
O vice-governador e secretário de segurança, Bosco Saraiva, ressaltou que o projeto contribui com o resgate das crianças que estão nas ruas e também com a  formação de seus familiares. “A qualificação ajuda os pais a criarem uma alternativa econômica para que os filhos sigam somente na escola e no contraturno dentro de projetos dessa natureza, pois as crianças podem desenvolver habilidades que contribuirão para sua formação como cidadão”, destacou Saraiva.
A data foi marcada com uma visita técnica do vice-governador do Amazonas e secretário de Segurança Pública, Bosco Saraiva, juntamente com a secretária da Seas, Auxiliadora Abrantes, o secretário da SEC, Denilson Novo, a procuradora do Ministério Público do Trabalho, Alzira Melo Costa e a presidente do Conselho Estadual da Assistência Social, Ana Cláudia Martins, que acompanharam as ações culturais, de esporte e lazer e assistência social às crianças e aos adolescentes beneficiados pelo projeto. Na Oficina de Panificação promovida pelo Cetam as autoridades coordenadoras e parceiras do Sinaleiras puderam acompanhar a formação profissional de pais e mães que estão se desenvolvendo para uma profissão futura. Todas as atividades nesta segunda fase são realizadas na sede da Associação Beneficiente Jésus Gonçalvez, parceira institucional do Sinaleiras.
Erradicação do trabalho infanto-juvenil – Para a secretária Auxiliadora Abrantes, o projeto Sinaleiras está construindo uma nova página na erradicação do trabalho infanto-juvenil no Amazonas. “Aqui, nesta segunda fase, abrimos uma formação em panificação para os pais das crianças e adolescentes que estamos atendendo. Todas as crianças e adolescentes que participam do projeto estão matriculadas na escola regular e aqui fazem o contraturno com aulas de reforço, esporte, lazer e atividades culturais, além do nosso acompanhamento socioassistencial permanente”, destacou a secretária da Seas.
A procuradora do Ministério Público do Trabalho, Alzira Melo Costa, destacou uma demanda levantada na primeira fase do Projeto Sinaleiras, quando foi realizada uma Colônia de Férias para as crianças e adolescentes atendidas. “Percebemos que o reforço escolar seria importante para elevar o desempenho dos alunos na escola e isso foi considerado pela equipe do Governo do Amazonas, que atendeu a demanda nessa segunda fase”, disse.
Sobre o projeto Sinaleiras – O projeto, também inédito, conta com ações da Seas, uma das 13 secretarias de Estado que desenvolvem ações para erradicação do trabalho infantil nas sinaleiras de Manaus. Além de órgãos estaduais, o projeto tem a parceria do Ministério Público do Trabalho e organizações sociais.
A Seas participou diretamente da construção do projeto, que reúne ações de sensibilização de condutores nas vias da cidade de Manaus (Operação Esperança), alcançando cerca de 25 mil motoristas, que foram orientados a não oferecerem contribuição financeira às crianças e adolescentes; e de ampliação da Campanha Nacional do Ministério Público do Trabalho #ChegadeTrabalhoInfantil nos veículos de comunicação e redes sociais do Amazonas. O projeto incluiu o Plantão de Abordagem Social nos dias que antecederam as festas de final de ano e a realização da colônia de férias “De Férias Sim, nas Ruas Não”.
A colônia de férias foi planejada para atender crianças, adolescentes e suas famílias, que estejam em situação de risco e vulnerabilidade social, e alcançou, na primeira edição, 237 pessoas, sendo 166 crianças e adolescentes e 71 famílias, no bairro Colônia Antônio Aleixo, onde levantamento prévio indicou como área geográfica de maior incidência de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Realizada de 15 de dezembro de 2017 a 26 de janeiro de 2018, a colônia vem oferecendo às crianças e aos adolescentes atividades lúdicas, socioeducativas, culturais, de lazer e de serviços de saúde. Aos pais, foram ofertadas oportunidades de formação profissional, emprego e renda.

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